terça-feira, 15 de março de 2011

Dia da Poesia - 14 de Março

Utilizei estas poesias com a minha Turminha do 1º Ano,
Eles amaram!!!!!
Após a leitura, eles ilustraram e montamos um lindo varal.
Mediante votação eles escolheram a poesia "A Porta" 
 de Vinicius de Morais 



 
 OU ISTO OU AQUILO


Ou se tem chuva e não se tem sol,


ou se tem sol e não se tem chuva!


Ou se calça a luva e não se põe o anel,


ou se põe o anel e não se calça a luva!


Quem sobe nos ares não fica no chão,


Quem fica no chão não sobe nos ares.


É uma grande pena que não se possa


estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo dinheiro e não compro doce,


ou compro doce e não guardo dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...


e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,


se saio correndo ou fico tranqüilo.


Mas não consegui entender ainda


qual é melhor: se é isto ou aquilo

Cecília Meireles






VALSINHA


É tão fácil

dançar

uma valsa,


rapaz.


Pezinho


pra frente,


pezinho


pra trás.


Pra dançar


uma valsa


é preciso


só dois.


O sol


com a lua.


Feijão


com arroz.





O elefantinho


Onde vais, elefantinho


Correndo pelo caminho


Assim tão desconsolado?


Andas perdido, bichinho


Espetaste o pé no espinho


Que sentes, pobre coitado?


— Estou com um medo danado


Encontrei um passarinho


Vinícius de Moraes




A foca


Quer ver a foca


Ficar feliz?


É por uma bola


No seu nariz.


Quer ver a foca


Bater palminha?


É dar a ela


Uma sardinha.


Quer ver a foca


Fazer uma briga?


É espetar ela


Bem na barriga


Vinícius de Moraes





A Porta


Eu sou feita de madeira


Madeira, matéria morta


Mas não há coisa no mundo


Mais viva do que uma porta.


Eu abro devagarinho


Pra passar o menininho


Eu abro bem com cuidado


Pra passar o namorado


Eu abro bem prazenteira


Pra passar a cozinheira


Eu abro de sopetão


Pra passar o capitão.


Só não abro pra essa gente


Que diz (a mim bem me importa . . .)


Que se uma pessoa é burra


É burra como uma porta.


Eu sou muito inteligente!


Eu fecho a frente da casa


Fecho a frente do quartel


Fecho tudo nesse mundo


Só vivo aberta no céu!


Vinícius de Moraes




O Menino Azul


O menino quer um burrinho


para passear.


Um burrinho manso,


que não corra nem pule,


mas que saiba conversar.


O menino quer um burrinho


que saiba dizer


o nome dos rios,


das montanhas, das flores,


— de tudo o que aparecer.


O menino quer um burrinho


que saiba inventar histórias bonitas


com pessoas e bichos


e com barquinhos no mar.


E os dois sairão pelo mundo


que é como um jardim


apenas mais largo


e talvez mais comprido


e que não tenha fim.


(Quem souber de um burrinho desses,


pode escrever


para a Ruas das Casas,


Número das Portas,


ao Menino Azul que não sabe ler.)




O Gato


Com um lindo salto


Lesto e seguro


O gato passa


Do chão ao muro


Logo mudando


De opinião


Passa de novo


Do muro ao chão


E pega corre


Bem de mansinho


Atrás de um pobre


De um passarinho


Súbito, pára


Como assombrado


Depois dispara


Pula de lado


E quando tudo


Se lhe fatiga


Toma o seu banho


Passando a língua


Pela barriga


Vinícius De Moraes




O Pinguim


Bom dia Pinguim


Onde vai assim


Com ar apressado


Eu não sou malvado


Não fique assustado


Com medo de mim






Eu só gostaria


De dar uma tapinha


No seu chapéu jaca


Ou bem de levinho


Puxar o rabinho de sua casaca.


Vinícius de Moraes



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